Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

Fernando Pessoa



25 de mar de 2010

John Enright




POEMETO DA PANDORGA
 (Filhos da várzea)
Para Luiz Bacellar


Curvado arco
o seio da linha
 (mamilos ao vento)
cerol maroto bolina.

Arco retesado
curvo.

Turvo o ar da
curva do arco
(linha de tesão)
empinada
de famão.

O vidro brilha na cola branca.

A linha passeia a rabiola
da pandorga, banda de asa,
assanhada!


Anibal Beça